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AS MUSAS INSPIRADORAS


João Bosco Camurça
21 de Setembro de 2006

As Musas eram as nove deusas da Mitologia Grega, filhas de Mnemósine e de Zeus que presidiam as artes liberais. As meninas tinham lindos nomes e algumas, nomes difíceis como soe o grego ser. Mnemosyne é a deusa da memória, uma super mãe.

Mas, vejamos cada uma e o que gostavam de fazer:

Calíope - Foi a musa da epopéia, da poesia épica, da ciência em geral e da eloqüência e a mais velha e sábia das musas.

Clio – "glória" ou "fama". Era a musa da história e da criatividade, aquela que divulgava e celebrava realizações.

Érato, a Amável, era a musa da poesia lírica, representada com uma lira, e dos hinos.

Euterpe, a Doadora de Prazeres Era a musa da Música. No final do período clássico, foi nomeada a musa da poesia lírica e usava uma flauta.

Melpomene ("coro") - Era a musa da tragédia, apesar de seu canto alegre.

Polímnia ("a dos Muitos Hinos") - Era a musa da poesia sagrada e tinha um ar pensativo. Também era considerada a musa da geometria, meditação e agricultura.

Terpsícore ("a Rodopiante" ou "dança delicada" ) - Era a musa da Música e da Dança.

Tália - Era a musa da comédia. Era representada com uma máscara cômica e por vezes com uma coroa de hera.

Urânia – Musa da Astronomia e da Geometria, representada com um compasso e uma esfera.

Os escritores sempre tiveram as suas musas inspiradoras, fossem publicando suas poesias, peças de teatro (tragédia, comédia, drama ou outro ramo), ou de outras atividades. Políticos passando a limpo os seus discursos, quando se admite que a musa inspiradora seja o povo que representam. Profissionais liberais (médicos, advogados, cientistas) também tem a sua musa inspiradora.

Na realidade, quando o escritor edita o seu livro, ele põe lá no frontispício uma dedicatória toda especial à mulher que foi a sua namorada, noiva e esposa. Ela que aceitou as longas noites sozinhas enquanto o marido mourejava na máquina de escrever, hoje, computador; ela que se sacrificou em ficar à margem da vida do marido, curtindo as suas mágoas e dores, dormindo isolada do calor marital e muitas vezes, insone e mal humorada.

Vida de musa não é mole: é o lado do sacrifício e do isolamento. É duro ver Musas sofrendo, quando descobre que a musa citada não é ela: é a outra, aquela da boêmia, da farra e da esbórnia. Dependendo do temperamento da musa desencantada, o ambiente até que podia ficar muito quieto, calmo, até haver o estouro dos sentimentos afogados, mal tratados, vilipendiados. Á Musa vai à forra. E as bengaladas, jarros de vidro e porcelana descem no quengo do infeliz mal inspirado.

As mulheres não tem musas inspiradoras, é claro. Elas apenas agradecem o apoio recebido dos maridos, noivos ou namorados para poderem se dedicar ao trabalho com a dedicação que lhes é peculiar.

E assim, caminham escritores e Musas.
 

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