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Ao longo de
cada ano, uma expressiva quantidade de militares passa para a
reserva, após muitos anos de dedicados serviços prestados à
Pátria.
Identifico essa fase de transição como de extrema sensibilidade
e forte impacto na vida de cada um e de seus familiares. Sei,
também, que a dedicação integral ao serviço impede que nos
preparemos para esse momento.
Passar para a reserva é ingressar em um mundo de reminiscências.
Substituímos o somos por um saudoso fomos e deixamos a emoção
permear nossos sentidos.
Sei também que, diferentemente do que aconteceu quando,
adolescentes, nos incorporamos ao Exército, é o Exército, agora,
que está incorporado à nossa alma, ao nosso jeito de falar, de
andar e de sentir.
Assim sendo, peço aos companheiros da reserva que permaneçam
ativos, pois:
- o Exército necessita de suas colaborações, mesmo sabendo que
já cumpriram a missão;
- suas sugestões, ações e experimentados conselhos continuam
sendo valiosos para o aperfeiçoamento de nossa Força;
- seus exemplos de abnegação, desprendimento e amor à Pátria
permanecem ecoando por onde passaram, servindo de emulação
àqueles que chegam para seguir cumprindo a missão.
Tenho consciência de que o Exército de hoje foi construído pelo
de ontem; de que a ativa um dia se tornará reserva e de que,
regidos pela hierarquia e pela disciplina, somos um todo
inseparável e coeso.
Brasília, DF, 28 de março de 2007.
General-de-Exército ENZO MARTINS PERI
Comandante do Exército
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