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Depois de 40
anos de atuação no Brasil, dos quais 38 na Amazônia, o último
C-115 Buffalo em operação no País realizou sua última missão
entre os dias 12 e 14 de março. A aeronave com matrícula 2351
partiu de Manaus (AM) em direção a Santa Rosa do Purus (AC),
fronteira do Brasil com o Peru, transportando combustível e
suprimento para o Pelotão de Fronteira do Exército Brasileiro.
A história da aeronave confunde-se com a integração e
desenvolvimento da Amazônia. Com número reduzido de pistas
capazes de receber aviões de |
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grande porte e
incalculáveis distâncias impossíveis de serem percorridas por
terra ou mesmo de barco, a floresta amazônica ainda é hoje
dependente do transporte aéreo.
De 1970 a 1985,
o C-115 foi o único avião da FAB sediado na Base Aérea de Manaus
a operar na Amazônia Ocidental. Capaz de pousar até mesmo em um
campo de futebol, o Buffalo trabalhou no reabastecimento de
destacamentos do Exército, Marinha e Aeronáutica, provimento de
aldeias indígenas e pequenos povoados, salvamentos médicos,
missões de misericórdia e diversas outras atividades que só
podiam ser executadas em função da sua capacidade de operar
mesmo em pistas curtas e pouco preparadas.
Do transporte
de urnas eleitorais a carteiras escolares e livros didáticos
para escolas do interior, o Buffalo ajudou a escrever a história
de cidadania dos povos da floresta. Foi essa aeronave que
transportou antenas retransmissoras de TV para São Gabriel da
Cachoeira em 1979, carregou o material para a construção de
muitos pelotões de fronteira, como os de São Joaquim, Cucuí,
Yauaretê, todos na região da Cabeça do Cachorro. Se hoje o C-98
Caravan consegue pousar em Maturacá ou Querari para salvar a
vida de pessoas acidentadas e sem acesso à saúde especializada,
é porque o C-115 levou para lá o asfalto e tratores para a
construção das pistas.
Pela sua
capacidade de pouso e transporte, o C-115 participou e facilitou
os resgates em acidentes, como foi o caso do vôo RG-254, da
Varig, em 1989, e a recente tragédia do vôo 1907, da Gol.
SUBSTITUIÇÃO
Nenhuma
comunidade do interior ficará desassistida com a desativação do
C- 115. A FAB, atenta e voltada para o desenvolvimento da
Amazônia Ocidental, já substituiu aquela aeronave pelo moderno
C-105A Amazonas, que tem o dobro de capacidade de |