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SAUDAÇÂO AO PATRONO DA CADEIRA ESPECIAL Gen Div CARLOS DE MEIRA MATTOS DA ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL.

Cel Hiram de Freitas Câmara

Minhas primeiras palavras são de agradecer ao Presidente da Academia, historiador e pesquisador Coronel Cláudio Moreira Bento, ao ser indicado como primeiro ocupante da Cadeira Especial que se inaugura, tendo como Patrono o General Carlos de Meira Mattos, a quem devo saudar, com enorme satisfação, no justo dia de seu aniversário; também, para expressar minha gratidão pelas palavras com que fui recepcionado pelo confrade historiador, sociólogo, mestre Coronel Nilton Freixinho, em especial, pela forma extremamente honrosa como premiou o meu nome em sua interpretação histórica.

Esta honra é potencializada pela presença de autoridades, confrades e demais personalidades, senhoras e senhores, que privaram da amizade pessoal ou preservam respeito, estima e admiração por seus feitos e sua intelectualidade, de sobejo conhecidos e apreciados.

Por esta circunstância – a de ser internacionalmente conhecido, respeitado e admirado – permito-me fugir à cronologia que se encontra no Resumo Histórico do General, que têm às mãos. Porque penso ser mais objetivo ressaltar quatro aspectos. O primeiro, o que, em sua linguagem geopolítica, chamarei de seu “heartland”, sua “área-coração”: sua personalidade, ornada por firmes princípios. Os outros três, os vetores da expansão e concretização de seu valor pessoal e profissional, em um crescente em três direções: a do combatente, a do educador, e a do intelectual. Dessa forma, nesta Casa de História Militar, procurarei, no tempo que me foi destinado, abrir algumas trilhas que pesquisadores de pena mais fina e leve poderão alargar e revestir com ou.

E para partir da “área coração” de sua personalidade, valho-me da sensibilidade de um observador da consciência humana, um dos melhores e mais fiéis amigos do General: o Coronel Geraldo Rodrigues dos Santos, primeiro de seus três Ajudantes de Ordens. Sei que, em sua modéstia, o estou surpreendendo. Mas não poderia deixar de iniciar pela interpretação, do perfil do General Meira Mattos, em um parágrafo, desafio que lhe fiz, vencido desta forma:

“Era o exemplo do militar brasileiro. Sábio na área militar. Líder. Herói da 2a. Guerra Mundial. Comandante modelar em missão de Paz. Profundo conhecedor dos problemas nacionais, geopolítico, estrategista, educador, articulista e escritor. Honesto em sua vida, um autêntico patriota”.

Texto preciso, sucinto e objetivo, que, com as principais qualidades de sua comunicação, bem poderia ter sido assinado pelo General Meira Mattos.

O “heartland”: a personalidade e seu espaço vital

Exemplo de militar brasileiro, cujos traços de personalidade podem ser identificados nas raízes de uma família interiorana em que, já do nome e das ações de seu pai, Liberato, recebia o sentido de liberdade de pensar, de falar, de agir. Como no de sua mãe, Benedicta, bendita, o sentido religioso, cristão.

A disciplina cordial e da hierarquia consentida eram fatos naturais da organização social, algo que não lhe foi necessário ensinar. Como nunca lhe foi necessário aprender valores morais e éticos, naturais no respeito à convivência, no respeito à vida, no respeito ao próximo, pois assim eram os exemplos da família. A serenidade em face de situações críticas, convivia com a inteligência sagaz e viva, o espírito curioso, o amar o ar livre, o sentido do expandir o conhecimento, traços alimentados pelo amor à Vida, em seu espírito livre e elevado.

Essas bases familiar e psicológica formaram o ambiente e as condições propícias para que Carlos desenvolvesse a tendência à negociação, ao invés da imposição. Ao convencimento e à persuasão, em lugar da violência desnecessária. Na Estratégia, crescentemente, à ação estratégica indireta de Liddel Hart à direta de Clausewitz. À dissuasão de Beaufre ao enfrentamento desvantajoso. À guerra de usura à perda da liberdade. Na Geopolítica, dos primeiros impulsos deterministas, se aproximasse à Escola Integralizada.

Não seria, pois, um fato que gerasse surpresa o de que o grande Presidente Castello Branco, bem conhecendo sua personalidade, lhe tenha atribuído missões tão delicadas e espinhosas. O Presidente sabia que ele as cumpriria sem violência e com inteligência. Como no exemplo da Intervenção em Goiás, relatado pelo Coronel Roberto Mascarenhas de Moraes, e que consta do Resumo Histórico em suas mãos.

Mas Meira Mattos foi também um exemplo de militar brasileiro, por abrigar em sua alma, um nítido sentimento nacional, nascido do exemplo paterno, um espírito-santense que trazia em si, uma visão nacional, chegado a São Paulo no dorso de uma cavalo, antes de se casar com a filha da família tradicional de São Carlos. O que o levou a lutar na Revolução de 32, foi a convicção de estar lutando pela Pátria, e não por sectarismo. O que o revolta em 32 é sua convicção de que o Governo central devia ter respeito por seu estado natal, por seu valor econômico, político e intelectual.

Exemplo de militar brasileiro, também, na dignidade com que, de Aspirante até o fim de sua carreira, caracterizou presença cordial e altiva, longe de traços de arrogância em qualquer sentido. Comportamento que gerou amizades firmes de chefes, companheiros, ex- alunos e muitos subordinados. Enfim, todos os que, como ele, compreendiam a disciplina como um bem universal. E a Hierarquia, como outro fato maior da vida militar, que na Humanidade – exceto nas Anarquias- é uma ordem natural, e nas Forças Armadas, além de lei natural é uma lei escrita, de essencial cumprimento. Com este entendimento, o General Meira Mattos foi, também, um exemplo, exigindo de si próprio, sendo rigoroso em todos os escalões de comando, com especial desapreço pelos que faltavam à responsabilidade.

Exemplo, ainda, por sua vocação indubitável, revelada ainda na Revolução de 32, por um cidadão civil, bancário, seu capitão nos nove meses de combate. Foi esse chefe ocasional quem, ao lhe promover a sargento revolucionário, apontou-lhe os portões da Escola Militar do Realengo, já reformada pelo Marechal José Pessoa, e que havia dado início à admissão de civis por concurso público. A partir de 1934, no Realengo, o Cadete Meira Mattos receberia exemplos de três chefes luminares, dois deles seus Comandantes, o outro instrutor. O primeiro, o General José Pessoa, até 1934; depois, o então Coronel João Baptista Mascarenhas de Moraes até o Aspirantado em 36; e o terceiro, o Capitão Humberto de Alencar Castello Branco.

Todos, fontes de admiração permanente.

No plano pessoal, um fato a mais estreitou as relações do General Meira Mattos com o Marechal Mascarenhas: foi com a “cumplicidade” afetiva de Dna Ada, esposa do Marechal Mascarenhas, que se aproximaram os jovens Carlos e Serrana, ela, então, Assistente Social da LBA, em apoio à FEB. Casaram-se no retorno de Carlos da Itália.

O feliz casamento perduraria por quase sessenta anos. No lar, com o estímulo irrestrito de Dona Serrana, a vida de Carlos de Meira Mattos e sua obra encontraram, sem dúvida, o ambiente necessário à reflexão, aos estimulantes debates e à criação de seus trabalhos. A família se desenvolveu em ambiente de união, carinho e de estímulo ao estudo, à cultura e à intelectualidade. Era um grande prazer para os amigos, a conversa agradável, costurada pelo espírito elevado e bem humorado do casal.

Completava-se o quadro do espaço vital do qual se expandiria Carlos, após seu completo amadurecimento, em nove meses de guerra.

O crescente da expansão do espaço vital : o vetor dos combatente.

Capitão, na Força Expedicionária Brasileira (FEB), quer como Oficial de Ligação do Q G do Marechal Mascarenhas de Moraes, quer no comando de uma companhia de fuzileiros do 11o. RI, Meira Mattos se sobressaiu, recebendo, além das condecorações brasileiras, a Bronze Star do Exército Norte-Americano, elogio do General Comandante do V Exército Aliado e citação do Comandante da FEB pela atuação de sua companhia na conquista do objetivo da sangrenta e notável vitória de Monte Castelo – símbolo da FEB na Campanha da Itália.

Entretanto, o que posso testemunhar, como outros oficiais da FAIBRÁS que aqui nos honram com sua presença, foi sua modelar liderança na sensível situação vivida na República Dominicana, ao cumprir de forma total a missão que lhe foi cometida pelo Comando da Força em apoio às ações da OEA. Foram muitos os momentos de sua liderança exemplar. Destaco um, emblemático, para a pacificação: a ocupação do Palácio Nacional, símbolo de poder, disputado pelas facções em luta. A operação planejada pela FIP, previa a ação da 82a. Divisão Pára-quedista norte-americana, e a estimativa de perdas atingia em sua melhor hipótese, 13 %. Na reunião para decisão do Comandante da Força, o Coronel Meira Mattos propôs que a tropa brasileira a cumprisse. Sugeriu gestão pessoal com o comandante da facção que ocupava o Palácio, para acertar as condições para que a tropa brasileira o assumisse. O Comandante norte-americano, Gen Bruce Palmer Jr, apoiou a proposta, aprovada pelo Gen Panasco Alvim. No dia seguinte, sem um só tiro, a missão foi cumprida em uma hora, fato festejado na mídia mundial. Tivesse havido um combate violento, o êxito da missão da Força e da OEA estaria seriamente comprometido. Uma monografia da ECEME de 1984 teve como tema “ A liderança do Cel Meira Mattos no FAIBRÁS”. Após entrevistar dezenas de Oficiais de todos os postos, veteranos da República Dominicana, registrou os traços mais destacados pelos entrevistados:

Comunicação
Persuasão
Disciplina: instrução, formação e exemplo
Autoridade cordial
Planejamento meticuloso
Conhecimento da natureza humana.
Presença do Chefe
Exemplo

O segundo vetor de expansão: como Educador, integrando valores éticos e de nossa formação castrense aos conhecimentos técnicos, táticos, estratégicos e políticos, no Realengo, na AMAN, na ECEME, na ESG, no CID. Da mesma forma, valorizaria, na Reserva, o conceito dos educadores militares no meio civil, com o brilho de sua participação acadêmica.

Destaco, aqui, seu Comando na AMAN.

Em 1969 e 1970, Meira Mattos retornaria à AMAN, como Comandante, onde mais uma vez deixaria marcado na alma de seus Cadetes, muitos, filhos daqueles da década de cinqüenta, o exemplo de sua presença. A eles tratava como “os Generais do ano 2000”. E, já Generais deste século novo, relembram as sínteses, claras e objetivas, plenas de valores éticos com que, ao agradecer palestrantes convidados, interpretava seus conceitos de denso valor técnico.

O terceiro vetor: como intelectual, voltado para a Estratégia, e para quem a Geografia e a História, e em especial a Geopolítica, eram considerados alicerces para a formulação da Estratégia.

O General enfatizava o estudo integrado da História e da Geografia pelo futuro estrategista militar. Em 1981, quando assumi o Curso de Preparação da ECEME, dele recebi um cartão, tratando da importância que tal integração havia tido para a criação de sua consciência estratégica e para a estruturação de seu pensamento geopolítico.

De sua expressiva obra, constante do documento que têm em mãos, destacamos quatro livros que tratam de História, e em especial História Militar: “As Bandeiras Históricas do Brasil”, “José Bonifácio”, “A Experiência do FAIBRÁS na República Dominicana, e o “Marechal Mascarenhas de Moraes e sua época”.

O primeiro, ““As Bandeiras Históricas do Brasil” , data do início da década de sessenta e nele não se espere apenas encontrar a descrição estética e heráldica daqueles símbolos. Em verdade, foi a primeira de suas publicações em que os conceitos integraram a Geografia e a História, e permitem que, se ainda hoje fossem levados a muitas escolas, despertassem nos jovens que o lessem, razões de integração nacional

No segundo,“José Bonifácio”, Meira Mattos relaciona História, Geografia e outras áreas, ao acompanhar a vida de José Bonifácio de Andrada e Silva. O livro exalta o valor de José Bonifácio como cientista e dessa qualidade permite-nos deduzir a lógica das soluções pragmáticas e valiosas nas Cortes de Lisboa, nos dias que antecederam a Independência e no pós-Independência. Nele, lamenta o abandono dos sonhos do Patriarca, retardando em cem anos a implantação da indústria siderúrgica e, portanto, a produção de material de defesa.

O terceiro livro de História, este especificamente de História Militar, foi “A Experiência do FAIBRÁS NA REPÚBLICA DOMINICANA”

O então Coronel Meira Mattos seguiu exemplo do Marechal Mascarenhas de Moraes: divulgar, em benefício da Força, a experiência vivida em combate e que, como usuários, servissem à instrução dos elementos básicos da organização militar. Dessa forma, longe da vaidade fátua – o livro da “A FEB por seu ex-Comandante”, representara notável potencial multiplicador, com a contribuição de diversos Oficiais na elaboração do livro, com a feição definitiva dada pelos Capitães Meira Mattos e Daltro Santos. Aprimorando o modelo, desde a República Dominicana, todos os Capitães, auxiliados por seus tenentes, e todos os demais oficiais de patente mais elevada, tiveram de apresentar relatórios sobre os ensinamentos de campanha. Ao final da missão, retornando ao Regimento Escola de Infantaria, fui, como 1º. Tenente, mandado apresentar ao Coronel Meira Mattos, para coordenar a publicação do livro “ A Experiência do FAIBRÁS na República Dominicana escrito pelo Coronel Carlos de Meira Mattos e seus Oficiais” - ”O Livro do FAIBRÁS”. Distribuído a todas as OM combatentes do Exército e do Corpo de Fuzileiros Navais, desempenhou um papel fundamental na quebra de um paradigma de manuais ainda da 2a. guerra mundial que norteavam a instrução militar.

O quarto e último livro de História Militar: “O Marechal Mascarenhas de Moraes e sua época”

Ter sido escrito por um autor que conheceu proximamente a vida de seu biografado, por mais de quatro décadas, foi um dos fatores da credibilidade que dele emana. O livro permite um mergulho na vida militar desde o início do século XX e acompanhar a vida de um chefe militar cujo legalismo constitucional foi permanente durante toda a carreira. Esta convicção de cidadania colocou-o em difíceis circunstâncias, e honrou a vida do Marechal Mascarenhas pela coerência e firmeza de caráter. O General Meira Mattos trata com sensibilidade todos os aspectos da vida desse extraordinário comandante, o mais destacado comandante brasileiro no século XX, de valor militar reconhecido pelas mais altas autoridades governamentais e militares do mundo. Um livro que bem estaria a merecer diversas edições da Biblioteca do Exército, de modo a manter as gerações de militares no conhecimento do valor militar brasileiro, na 2a. Guerra Mundial.

A obra bibliográfica do General Meira Mattos, abrange, além desses, de História, cerca de vinte outros, a maioria de Geopolítica – pelos quais o General é reconhecido como uma das mais respeitados especialistas no mundo, e também de Estratégia. Para esta Academia, compreendo que sua importância intelectual objetiva as interações desses segmentos do conhecimento humano, com a História Militar. . Como Conferencista, o General Meira Mattos começou a se destacar na década de 50, já então demonstrando sua rara clareza, erudição e objetividade em múltiplas instituições brasileiras e estrangeiras, tendo colaborado com muitas publicações especializadas no Brasil e no Exterior. A ESG mantém, na Sala General Meira Mattos, seus estudos e outros trabalhos realizados em quase cinqüenta anos de contribuições.

Em 1977, o General Meira Mattos teve que reverter à Reserva no posto de General de Divisão, por força de normas administrativas. Foi um daqueles momentos de grande pesar para todos os que valorizam, respeitam e admiram o brilho dos militares que se destacam pela cultura, pela intelectualidade, pelo conhecimento estratégico, pela liderança militar, pelo carisma, pela experiência de combate em dois conflitos internacionais, em especial, quando se integram em um mesmo chefe militar. Integração rara, de ávida necessidade para qualquer Exército do mundo. Qualidades que o General Meira Mattos levou para benefício do mundo acadêmico militar e civil e para o mundo corporativo. Desempenhou as funções de Diretor do Curso de Especialização em Estudos Brasileiros (Pós-Graduação) na Universidade Mackenzie em São Paulo, onde realizou o doutorado em Ciências Políticas, logrando o grau máximo atribuído por Gilberto Freyre. Nos últimos anos, contribuiu para a criação do Centro de Estudos Estratégicos da ESG. Nos últimos três anos, foi articulista do jornal Folha de São Paulo, e desde 2005, incentivou a criação do Centro de Estudos THEMAS, no qual, como Consultor Sênior, contribuiu, em 2006, com o Curso de Altos Estudos de Estratégia e Geopolítica, honrando-nos coma presença a todas as aulas do Módulo de Geopolítica, realizado na Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo.

O AMOR À LIBERDADE A liberdade, sob todas as suas formas, esteve presente na vida do General Meira Mattos, como essência. Quando da criação do Centro THEMAS, uma de suas preocupações - como seu Conselheiro Sênior - era a liberdade de ação que este centro de estudos deveria manter, como fórum de livre discussão da Política, da Estratégia e de Relações Internacionais, por meio de seus cursos, encontros e outras atividades, todas além dos limites institucionais. Apontou valores e princípios, embasados na História, a serem seguidos pelos planejadores estratégicos brasileiros, em qualquer instância. Como sempre, com a mente e o coração postos no Brasil:

Considerava que “O bem maior da Nação Brasileira é a Liberdade. A Liberdade é incontornável. Para contribuir para não sejamos dela privados, o Centro THEMAS deveria professar aos decisores e planejadores estratégicos brasileiros os seguintes princípios:

 • O amor à Pátria e
 • O respeito:
  - às demais Nações livres; à Lei, à Ordem e à Justiça; à liberdade individual do pensamento; ao voto direto e secreto; ao direito de ir e vir; à propriedade privada; à dignidade humana e ao desenvolvimento social da pessoa humana”.

Já cumpridos 93 anos de idade, teria vivido o suficiente para prover-se o direito a pequenas vaidades, como o de tratar de suas memórias. Mas na última fase de sua missão na Terra, vivendo o presente e o futuro até o último segundo, legou-nos em atualizados artigos no jornal “Folha de São Paulo”, em que transbordou seu brilho, na obra de seu espírito lúcido, livre, aberto e avançado. É notável que, pouco antes de partir, tendo ouvido em seu leito na UTI, a leitura do artigo já publicado, por sua filha Maria Carolina, formulou seu último conceito de natureza estratégica: “Todo mundo está preocupado com a retirada política dos Estados Unidos do território iraquiano. A retirada militar será muito mais complexa”.

A Geopolítica e a Estratégia ali estavam, de mãos dadas, velando pelo descanso do guerreiro, que, sem jactar-se de tê-lo feito, revitalizou a Geopolítica Brasileira, com a mente posta no estudo da Estratégia, tendo como base a História.

Sr General Meira Mattos: ao completar 90 anos, com a leveza de seu bom humor e a certeza de sua presença entre nós, o Sr levantou um brinde e convidou os convivas para o seu centésimo aniversário. Houve aplausos e emoção. E, então, em meio aos aplausos, o Sr completou, com sua voz firme, e bem humorada: -“...e quero ver quem vai faltar!”.

.- Agradecidos por tudo o que fez pela História Militar da Força Terrestre, pela Estratégia, pela Geopolítica, pelo Exército, pelas Forças Armadas e pelo Brasil, seus amigos aqui estão.

Não há faltas.

Feliz aniversário.

Hiram de Freitas Câmara
              Cel

 

 

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