|
Caríssimos
amigos,
Fomos, p'ra variar, gastar o carnaval com amigos da
juventude e colegas de Tuducax, Serra de Guaramiranga,
19º C, festivais, Blues, Jazz, Xaxado, Sanfoneiros,
etc.Cinco dias dividindo aconchego, carinho e
intimidades, além, é claro, dos churrascos, buchadas e
paneladas.
A regra é não falar mal de ninguém, inclusive do Lulla.São
dias de intimidade, oração, por parte das "madames", e
muito "Mé" por parte dos senhores.
A cidadezinha não está preparada para receber tantos
jovens diante de artistas tão importantes e muito
dinheiro em circulação.
Teria muitas estórias a contar, mas uma contagiou-me.
Uma das amigas companheiras, esposa de grande amigo,
amante da música, resolveu ,junto com outra amiga e sua
filha, assistirem a um festival de gaitas no teatro
local, totalmente lotado.
Fila enorme,o segurança, vendo duas jovens e idosas
senhoras, as convidou para esquecer a fila e adentrar.A
amiga pediu que a jovem também entrasse tendo em vista
tratar-se da "motorista".
No teatro, os jovens revoltados com o precedente,
começaram a cantar: "olha a cabeleira do Zezé, será que
ele é?"Minha amiga não teve dúvidas diante de um teatro
lotado:pegou o microfone e atacou;respondeu, BICHAS!.
Respeitem a vaia que se seguiu e a coragem de uma mulher
fantástica.
À minha amiga, Norma, esposa do Pádua, minhas homenagens
e meu agradecimento por julgar-me seu amigo e ensinar
aos outros como ser feliz. |