|
Recorde Mundial de Lançamento em
Massa de Pára-quedistas
Quando, nas funções de Auxiliar de Oficial de Ligação
da Brigada de Infantaria Pára-quedista com o 1º GTT e, após a
realização de um "briefing" na antiga sala de tráfego da Base
Aérea dos Afonsos, pelos idos de 1970, deparei sobre uma das
mesas da sala com uma revista aberta, que estampava, numa das
folhas, uma foto de aviões e de pára-quedistas no ar; como
elemento de ligação e com responsabilidade de zelar pelo fiel
cumprimento dos horários e de ter que acompanhar as inspeções e
embarques dos pára-quedistas nas aeronaves, observei rapidamente
a revista e deixei-a para mais tarde voltar e ler o artigo
integralmente.
Ao término da missão, voltei à sala de tráfego e tive
a oportunidade de ver melhor e ler por inteiro o artigo, que era
nada mais nada menos, sobre o lançamento em massa de
pára-quedistas na Região do Caribe – América Central, com nove
aeronaves, C-123
em formação "V de Elementos", lançando 396 (trezentos e noventa
e seis) pára-quedistas simultaneamente e numa única passagem,
quarenta e quatro pqdts por aeronave. No rodapé de uma das
folhas, havia uma observação de que aquele lançamento em massa
era recorde na história do pára-quedismo americano com aeronaves
de médio porte e assalto C-123.
Sabedor de que a aeronave C-123, muito parecida com a
aeronave C-130, porém de dimensões e capacidade menores; de que
o americano, por razões de segurança e doutrina, não realizava
com aeronaves de transição de médio para grande porte, caso do
C-130 e das de grande porte: C-135 e C- 141 A e B, lançamento em
formação "V de Elementos" e tão somente, já naquela época, o que
hoje denominamos "Trio Formation" e, ainda, da grande
disponibilidade de 15 aeronaves C-115 e 07 C-119, no pátio do lº
GTT; de imediato pedi a revista emprestada, levei-a até o
Operações do 1º GTT (Maj. Av. Tancredo), que, após ler o artigo,
perguntou-me: "Sargento Cordeiro, nós do 1º GTT e da Brigada
Pára-quedista já fizemos algo parecido?" Respondi-lhe que sim,
porém com aeronave C-47, de capacidade bem menor que as atuais e
em formação "Diamante" e "Stragger". Completei, a seguir,
dizendo: "poderemos com as aeronaves atuais C-115 e C-119
quebrar aquela marca com uma boa margem para cima, talvez,
colocando 50 (cinqüenta) pqdts em cada aeronave e assim
lançaremos 450 (quatrocentos e cinqüenta), numa passagem única e
simultânea em 'V de Elementos'." O Major de Operações se
entusiasmou, ficou empolgado com a idéia e a sugestão e disse: "Sgt
Cordeiro, vamos ao gabinete do Comandante do 1º GTT agora e, lá,
você vai explicar ao Comandante Coronel Aviador Vasconcellos
como poderemos realizar tal façanha que, para nós, terá uma
repercussão muito grande no seio da FAB". O Cel Vasconcellos,
aviador empolgado, vibrador entusiasmado e que, como Tenente
havia nos Afonsos, voado em C-47 e realizado todos os tipos de
lançamento, nas mais diversas formações, leu o artigo, viu as
fotos, ouviu as minhas sugestões e explicações de como quebrar
aquela marca americana. Levantou-se da sua cadeira e disse: "Sgt
Cordeiro, você nos deu uma barbada e tanto, vamos fazer o
possível para quebrar esta marca já. Vou ser o piloto do avião
líder, vou puxar a formação e você será o Precursor-Lançador da
missão; vamos conversar com o
Comando da Bda
Pqdt para ver a receptividade e a repercussão". Em seguida,
disse para o Major-Operações: "A partir de agora, acione os
esquadrões, os pilotos e já vamos iniciar os treinamentos com
vôos em formação 'V de Elementos'". Na oportunidade, disse eu ao
Cel Vasconcellos: "Vou levar a revista à Bda Pqdt e mostrá-la ao
nosso Cel E/3 (Cel Cav Jorge da Silva Castro). Na saída do
gabinete do Cmt 1° GTT, passei pelos esquadrões do C-115 e
C-119, mostrei a revista a vários pilotos e mecânicos,
comentando a sugestão da quebra do recorde. A repercussão foi
ótima e a motivação maior ainda.
No mesmo dia e na parte da tarde, como fazia todos os
dias, fui ao Comando do QG da Bda Pqdt, que recém havia mudado
de Comando e de Estado Maior. O novo Cmt era o Gen Bda Hugo
Abreu, O Chefe do Estado Maior era o Cel Inf QEMA Pamplona e o
E/3 Cel Cav QEMA Jorge da Silva Castro. Apresentei-me ao Sr. Cel
E/3, o qual o ligação era diretamente subordinado, entreguei-lhe
o relatório das missões do dia e mostrei-lhe a revista. O Cel
Castro, pára-quedista vibrador, após ler o artigo e ouvir as
minhas sugestões para quebra daquela marca, disse: "Vamos entrar
em contato com o Cmdo do 1º GTT e ver se concordam em realizar a
missão"; disse-lhe, na oportunidade, que a revista era da sala
de tráfego, que já havia mostrado a mesma ao Sr Maj Op e este ao
Sr Cel Cmt do 1º GTT, que havia eu, apresentado sugestões e
idéias para a realização da missão, que a repercussão havia sido
muito boa e grande e que o Cmt do 1ºGTT ficou de ligar para o
Cmdo da Bda Pqdt, para convidá-la para a realização da missão. O
Sr Cel E/3, fã da atividade e do trabalho dos Precursores,
disse: "Sgt Cordeiro, você é elemento de minha confiança,
Precursor dos mais qualificados e respeitados, apresenta uma
sugestão, dá idéias e me
traz um fato
quase que consumado, não me deixa outra alternativa senão levar
a sugestão e as idéias ao CHEM Cel Pamplona. Vamos lá ao
gabinete dele". O Cel Pamplona, pára-quedista antigo,
experiente, vibrador com a nossa atividade, após ver as fotos,
ler o artigo e ouvir as minhas sugestões e julgá-las realizáveis
– levantou-se e disse: "Vamos ao Gabinete do Gen Cmt Hugo Abreu
e vamos ver e sentir a reação e a receptividade dele – se for
favorável, vamos realizá-la junto com as comemorações dos
400.000 (quatrocentos mil) saltos realizados pela Bda Pqdt". O
Gen Hugo Abreu ainda não havia concluído o Curso Básico
Pára-quedista, mas já vibrava com a atividade e, mais do que
muitos, gostou e vibrou com as sugestões e disse: "Estou
começando agora, pouco conheço do pára-quedismo – se for viável
a proposta, apoiá-la-ei integralmente; ainda não saltei, mas
gostaria de participar e compartilhar no salto, vou assistir e
vibrar do solo junto com todos os meus comandados". Após,
perguntou: "Temos aeronaves para tanto?" - respondi-lhe que sim
e que a repercussão do Cmdo e da área do 1º GTT foram muito
grandes e as melhores possíveis - que o Cmt do 1º GTT, Cel Av
Vasconcellos vibrou tanto com a proposta/sugestão, que já havia
se escalado para ser o piloto da aeronave líder da formação. Em
seguida, tocou o telefone, era o Cel Vasconcellos ligando para
convidar a Bda Pqdt para a quebra da marca norte americana.
Falou com o Cel Castro, após com o Gen Hugo Abreu e finalizou
com o Cel Pamplona dizendo: "Coloco, a partir de amanhã, quantas
aeronaves forem necessárias para treinamento no solo e para o
lançamento; temos disponíveis, no momento, 04 (quatro) aeronaves
C-119 e 11 (onze) C-115, que iria iniciar os treinamentos em vôo
'V de Elementos' e que era para a Bda Pqdt escolher a data para
o evento". Na oportunidade, solicitou que a Bda informasse com
antecedência de vinte dias o local provável para o lançamento,
pois pretendia realizar vôos de treinamento com a formação "V de
Elementos" sobre a área.
Após ouvir do Cel Pamplona o positivo da Bda, disse:
"Já me escalei de piloto líder e puxarei a formação". Na
oportunidade, o Cel Pamplona disse-lhe: "Serei o primeiro
pára-quedista a saltar do avião líder e o Cel Castro será o
Mestre de Salto deste avião; que a Zona de Lançamento será a do
Campo do Maranhão, nas proximidades da Base Aérea de Santa Cruz,
com 1.700 x 700, com entrada vindo da Restinga da Marambaia; que
a data e maiores detalhes seriam fornecidos posteriormente
através do ligação e documento próprio".
Por ter apresentado e dado as sugestões, o Sgt
Cordeiro ficou responsável por toda a esquematização do evento:
treinamento de embarque, acomodação dos pára-quedistas no
interior das aeronaves, particularmente na aeronave C-115, e dos
procedimentos para embarcar, sentar, levantar, enganchar,
saltar, etc...
O1º GTT colocou à disposição da Bda Pqdt, para
treinamento no solo, duas aeronaves C-115 e duas C-119, assim
como mecânicos para ajudar no que fosse preciso.
Devido, na ocasião, estar iniciando a transição para
desativação das aeronaves C-119, que operava com as
configurações de 42 (quarenta e dois) e 64 (sessenta e quatro)
assentos/pára-quedistas, e a recém-entrada em operações das
aeronaves C-115,
com capacidade menor e configuração única de 32
assentos/pára-quedistas, estando, portanto, a estrutura da Bda
calcada na aeronave C-119;
assim foi necessária, sem ferir as normas de
segurança e doutrina, optar por uma adaptação, que, por sinal,
já vinha sendo usada
desde a entrada em operação da aeronave
C-115,
32 (trinta e dois) pára-quedistas sentados nos assentos e 10
(dez) sentados em coluna dupla no piso e em sentido longitudinal
da aeronave. Durante os treinamentos, chegou-se à conclusão que
poderíamos colocar 54 (cinqüenta e quatro) pqdts com toda a
segurança na Anv C-115,
desde que fossem retiradas as macas que ficavam sobre os bancos,
à esquerda da aeronave. Assim, o cabo de ancoragem daquele lado
ficaria totalmente desobstruído e iria permitir que 25 (vinte e
cinco) pqdts enganchassem de uma só vez nos respectivos cabos
(esquerda/direita); que os pqdts, ao embarcarem, ocupariam os 32
(trinta e dois) assentos existentes, os l8 (dezoito) pqdts
restantes, mais os 04 (quatro) Rec-Fitas sentariam, em duas
colunas, divididas igualmente no piso e no sentido longitudinal
da aeronave; de forma que, ao comando de levantar e enganchar,
os pqdts que estivessem sentados nos assentos, levantar-se-iam
primeiro, enganchariam normalmente enquanto que os l8 (dezoito)
sentados no piso da aeronave levantariam logo após e
enganchariam por infiltração, 09 (nove) de cada lado, nos seus
respectivos cabos de ancoragem.
Quanto à aeronave C-119, não houve necessidade de
qualquer adaptação ou modificação, pois sua configuração
permitia até 64 (sessenta e quatro) assentos e os cabos de
ancoragem tinham capacidade de absorção para até 32 (trinta e
dois) ganchos cada.
Após vários treinamentos e simulações no solo, foi
realizado, na ZL proposta, o lançamento, utilizando uma aeronave
C-115 Precursora, com
a nova configuração e
treinamento, 50 (cinqüenta) pqdts e 04 (quatro) Rec-Fitas
e uma aeronave C-119 com 50 (cinqüenta) pqdts e 04 (quatro)
Rec-Fitas, nas condições adaptadas e treinadas – missões
realizadas com pleno êxito.
Com esse lançamento, foi concluída a fase de
adaptações e treinamentos. O Sgt Cordeiro fez um relatório
detalhando a fase de treinamento e informando as condições
ideais para a realização do lançamento em massa.
Aprovadas as adaptações, os treinamentos e acertados
todos os detalhes entre a Bda Pqdt e o 1° GTT, o E/3 da Bda Pqdt
regulou, em Nota de Serviço número 025, E/3-Inst, de l3 de
agosto de 1970, as atividades comemorativas dos 400.000
(quatrocentos mil) saltos realizados pela Bda Pqdt, onde estava
inserido o lançamento com provável quebra de recorde, utilizando
03 (três) aeronaves C-119 como elemento líder e 06 (seis)
aeronaves C-115 como elementos alas: direito e esquerdo.
A data marcada para o evento foi 11 de
agosto, com alternativa para o dia 18 de agosto de 1970; Zona de
Lançamento do Campo do Maranhão, Eixo de entrada: 30°; Altura de
lançamento: 1.200 pés
= 360 metros ; Número de passagens: 0l
(uma) para todas as aeronaves; Formação: Anv Prec Isolada;
demais Anv 'V de Elementos'; Lançamento: Anv Precursora: Prec;
Formação: Simultânea na luz verde; Precursor da missão: Sgt
Cordeiro. Aeronaves: 0l (uma) C-115 precursora, com Equipe
Precursora mais Oficiais do EMG/Bda Pqdt
e agregados, num total
de 30 (trinta)
saltadores; 03 (três) Anv C-119
com 50 (cinqüenta) saltadores
cada, constituindo o elemento líder da formação,
com o Cel Castro de Mestre Salto do 1° Av e o Cel Pamplona, como
primeiro saltador – as demais vagas nas aeronaves atribuídas às
diversas OMPqdt, 06 (seis) Anv C-115,
com 50 (cinqüenta) saltadores
cada, 03 (três) constituindo o Elemento Ala
Direita e 03 (três) constituindo o Elemento Ala Esquerda, com
vagas atribuídas às diversas OMPqdt. Alternativa de lançamento
da formação: Prec a bordo na Anv líder, SubTen Cezar Wachullec:
Horários de lançamento:
Anv Prec 06:00h
P – Formação: 06:30h P.
OBS: As OMPqdt que tiverem vagas atribuídas deverão
escalar pqdt reservas, a fim de que todas as aeronaves tenham no
momento do embarque 50 (cinqüenta) pqdts prontos para o salto e
04 (quatro) Rec-Fitas. Que os pontos de reorganização seriam
inicialmente em torno dos MSAv, e, posteriormente, no limite
anterior direito da ZL, para apresentação ao Exmo Sr Gen Hugo
Abreu, Cmt da Bda Pqdt.
Devido a um grande temporal que desabou sobre a área
do Grande Rio de Janeiro, momentos antes de iniciar a
distribuição de pára-quedas, a missão foi transferida para a
data alternativa, nas mesmas condições.
A missão foi realizada na data alternativa, l8 de
agosto de 1970, conforme prevista inicialmente.
A aeronave precursora lançou às 6h, numa única
passagem e sem problemas. A aeronave líder da formação chamou o
Prec às 6h20min, quando se encontrava sobre a Restinga da
Marambaia, dizendo estar na final longa com 09 (nove) aeronaves
cascavéis prontas para receber instruções para o lançamento.
O Precursor respondeu e informou as condições
atmosféricas sobre a ZL e deu o "Prossiga, Cascavel". Quando o
líder da formação "Cascavel" chamou novamente o Prec, dizendo
ter avistado a ZL e com a formação pronta para realizar o
lançamento – O Prec respondeu "Formação avistada", informou a
direção e intensidade do vento no solo e fez a pedida – logo
após o piloto do Cascavel líder cotejou a mensagem e assim o
Prec deu mais uma vez "Prossiga, Cascavel". No ponto de mais ou
menos um minuto do início da ZL, o Prec chamou o líder Cascavel,
fez uma ligeira correção para a direita e quando a formação
chegou ao ponto ideal "Comandou na rota, Cascavel!". Em seguida,
passou a dar "Atenção para o lançamento! Atenção para o
lançamento! Atenção! Atenção! Atenção! Já! Já e Já". Após o
terceiro já, saiu o primeiro pqdt da Anv líder da formação - Cel
Pamplona e daí, sucessivamente, em todas as demais aeronaves,
durante aproximadamente 30 (trinta) segundos – quando o céu
estava todo pintado, com 450 (quatrocentos e cinqüenta)
pára-quedas abertos, sem nenhum incidente ou acidente, formando
uma esteira de mais ou menos 45º, entre as aeronaves e o solo.
O primeiro pára-quedista a sair e a aterrar – Cel
Pamplona, aterrou a 80 (oitenta) metros para dentro e do início
da ZL e a l50 (cento e cinqüenta) metros à direita do limite
esquerdo da mesma. Após o lançamento e ainda com os
pára-quedistas no ar, a Equipe Precursora foi tomada de uma
forte e grande emoção, pois todos os pára-quedistas que saltaram
no avião precursor e com a equipe precursora, se reuniram em
torno da equipe, dando vivas aos precursores, abraçando uns aos
outros, alguns até choravam de alegria e emoção pelo sucesso do
lançamento.
Minutos após a aterragem dos pára-quedistas, chegou
onde estava a equipe precursora o General Hugo Abreu com o braço
direito engessado e na tipóia, acompanhado
por jornalistas e fotógrafos
de O Globo e TV Globo e do fotógrafo da Bda Pqdt
Barreto, que documentaram o evento. O Sgt Cordeiro se
apresentou, juntamente com a equipe, e,
então, o Gen Hugo Abreu disse! "Sargento
Cordeiro, quero cumprimentá-lo e parabenizá-lo por ter sugerido
o evento e proporcionado a todos nós uma demonstração de grande
porte, coroada de pleno êxito e digna de uma tropa arrojada e de
elite como a nossa". No momento que o Gen Hugo Abreu falava, o
Cmt da Anv líder da formação Cascavel – Cel Vasconcellos chamava
novamente o Prec e perguntava se havia condições de segurança
para realizar uma passagem à baixa altura com as nove aeronaves
em formação "V de elementos" sobre a zona de lançamento. O Prec,
Sgt Cordeiro, com toda equipe
de
precursores, fez uma observação nos 360° e vendo que não havia
pára-quedistas no ar – todos já com os pára-quedas às costas e a
caminho dos pontos reorganização, respondeu positivamente. De
imediato, o Cmt da Anv líder informou estar entrando com as nove
aeronaves, num eixo perpendicular ao do lançamento a 200
(duzentos) pés = 60 metros e dizendo:
"MISSÃO CUMPRIDA,
RECORDE QUEBRADO, 450 (QUATROCENTOS E CINQÜENTA) PÁRA-QUEDISTAS
LANÇADOS" – VIVA OS PRECURSORES, OS PÁRA-QUEDISTAS, A BRIGADA
PÁRA-QUEDISTA, OS INTEGRANTES DO 1° G T T E A FORÇA AÉREA
BRASILEIRA!
No que o precursor Sgt Cordeiro, respondeu: "SALVE A
FORÇA AÉREA BRASILEIRA QUE TRANSPORTA MAIS ALTO A BANDEIRA DO
BRASIL E VIVA OS PÁRA-QUEDISTAS BRASILEIROS QUE SALTAM COM ELA".
A formação passou bem baixa sobre a zona de
lançamento, causando vibração e arrepios; alguns pára-quedistas
que até deitaram sobre as bolsas dos seus pára-quedas já
recolhidos. Às 8h, os MS Av apresentaram seus aviões em forma ao
Cel Pamplona, Chefe do Estado Maior da Brigada Pára-quedista, e
este apresentou todos os que tomaram parte no evento ao Gen Hugo
Abreu, Cmt da Bda Pqdt, que, após algumas palavras de incentivo
e vibração, deu a missão como encerrada.
"QUERER É PODER'".
"BRASIL - ACIMA DE TUDO – BRASIL"
...Voa, Salta, Vive e, se preciso,
Morre por esta Equipe!
...Deixa arder dentro de ti a
Glória de ser um Precursor!
"O PRECURSOR tem sobre seus ombros a responsabilidade
do êxito ou fracasso do desembocar de uma operação aeroterrestre
ou aerotransportada. É ele o bom início ou o desastroso começo
da guerra de envolvimento vertical". Pois ele: "Precede, guia e
lidera"
Edgard Cordeiro – Pqdt 1709 –
Precursor 79

Aviões C-115 e C-119 lançando 450 pára-quedistas numa só
passagem: Recorde Mundial.
|