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Caros
amigos,
Hoje, recebi telefonema de amiga procurando por minha
mulher.Rapidamente, retrocedi à minha infância na década
dos 1940.Àquela época, apesar da boêmia de meu saudoso
pai, passávamos férias de julho e janeiro na serra de
Maranguape ou praia do Mucuripe.Naquela, havia duas
opções:pensão da D. Chana ou o Balneário de
Pirapora.Teria muitas estórias a contar, mas prefiro
dedicar-me ao tema, ou seja , a praia do Mucuripe.
O tempo vocês já sabem.Criança de 06 anos, uma irmã de
02 anos, meu pai alugava um caminhão para transportar um
fogão à lenha, uma geladeira à gás e um armário para,
onde é hoje, um restaurante de alta categoria, em frente
à recente casa do camarão.
Nosso vizinho da direita era o Dr. Arruda e D. Irene
pais de Vera, Regina e um baixinho de óculos.Deveríamos
ter 05 ou 08 anos de idade.À esquerda, rumo ao Náutico,
tínhamos os Theóphilos, os Siqueiras e poucas famílias.
Meu divertimento era caminhar entre as pedras em busca
de minhocas, peixinhos, coisas típicas de meninos sem
opção de lazer.Quando Regina descia do alto para
acompanhar-me na busca, ouvíamos o grito:para casa!
Inocente, não entendia, mas achava que não gostava da
companhia da irmã.
Anos se passaram, morei fora por 40 anos, exterior, mas
havia uma cumplicidade dela com minha mulher devido ao
tempo das duas, amigas de Colégio.
Hoje, após 60 anos, vejo que o carinho, apesar do tempo
e da distância, a amizade se fortalece.Que Deus a
abençoe.
Paulo Cesar Romero Castelo Branco, um saudosista e
amigo. |