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Carlos
Antônio Napion nasceu em Turim na Itália, a 30 de
outubro de 1757, onde, como militar e engenheiro dotado
de cultura técnico-especializada na área do Material
Bélico, alcançou o posto de major.
A partir
de 1800 passou a prestar serviços ao Exército do Reino
de Portugal e, em 1808, veio para o Brasil com o
Príncipe Regente D. João VI, onde recebeu a missão de
lançar as bases e promover o desenvolvimento da
indústria bélica nacional. Com dinamismo, descortino e
objetividade, o ínclito militar lançou a semente da
logística do material. Atingiu o posto de
tenente-general, o último da hierarquia militar no
Brasil, no qual veio a falecer em 22 de junho de 1814,
quando presidia a Junta da Real Academia Militar.
Prestou
relevantes serviços ao Brasil quando este se tornou
Reino Unido a Portugal e Algarve. Em razão disso, teve
brilhante trajetória militar, ascendendo ao posto de
oficial-general exclusivamente por seus méritos. Dentre
seus trabalhos, destacam-se o esforço que empreendeu nos
primórdios da industrialização do País e os livros
técnicos que escreveu.
Alguns dos
cargos exercidos por Napion:
-
Inspetor-Geral da Real Junta Fazenda dos Arsenais,
Fábricas e Fundições;
- Diretor do Arsenal Real do Exército;
- Diretor e Organizador da Real Fábrica de Pólvora da
Lagoa;
- Inspetor-Geral de Artilharia;
- Membro do Conselho Supremo Militar;
- Inspetor e Fiscal da Real Fábrica de Ferro de São João
de Ipanema; e
- Presidente da Junta Militar da Academia Real Militar.
Patrono do
Quadro de Material Bélico. |