|
|
.....
BIBLIOTECA ..... |
|
|
|
|
Salve
Lindo Pendão |
|
Caros
amigos,
Hoje é o dia da Bandeira do Brasil.Alguém está lembrando?Mesmo
os atletas que a exibem em competições, sabem do significado do
dia de hoje?Não, porquê, na visão atual, homenagear a Bandeira é
ser patriota e , em sendo, é privilégio de militares e, assim,
representantes da Ditadura Militar.
Nossa Nação,é única ao possuir base física com dimenções
continentais;fronteiras definidas, uma só língua, uma só
religião e uma população sem ódios ou disputas internas.
Em toda a história da humanidade a Bandeira foi o símbolo a
servir de guia para as vitórias e instrumento de união entre
povos e raças.Em países desenvolvidos e cultos, como a França ou
Alemanha, em seu dia, a Bandeira Nacional é vista em cada poste
ou residência.Sabem porque? Foram países que sofreram os
horrores de uma guerra e que em torno de suas Bandeiras
conseguiram expulsar invasores.
Na Europa se olha para cima procurando o tremular de bandeiras e
no Brasil se olha para o chão.Lá existe auto-estima e cá
procuramos buracos nas calçadas, fezes de cachorro e sempre
encontramos vergonha de nossos representantes, impunidade e
corrupção oficializada.
Lá os grevistas fazem questão de não receber os dias
parados.Aqui, os governos fazem questão de ameaçar e depois
pagar.Jamais imaginei que, no final de minha vida, assistiria à
derrocada de meus irmãos brasileiros às promessas de governos e
políticos que só pensam em aproveitar-se da miséria popular.Como
todo americano do norte, a partir de hoje, minha varanda terá
uma Bandeira tremulando, não a do PT, mas a minha BANDEIRA DO
BRASIL.
|
Paulo
Cesar Romero Castelo Branco, Dionísio Torres- Fort-
CE,aposentado das decisões mas, ainda, patriota.
|
|
................
|
|
Com Saudade dos Bons
Tempos
|
|
Há
poucos dias compareci a uma solenidade no Quartel da Polícia
situado na praça José Bonifácio. Construção antiga, de 1937 e de
portão de ferro monumental. Em frente à praça, à esquerda, o
quarteirão de casas de meu avô Joaquim Romero Cacau de Barros.
Nelas nasceram meus irmãos e primos, moraram tios e avós. Hoje,
tudo modificado pela ignorância social, restou uma, totalmente
igual. Estilo de igrejinha foi onde viví dos 4 aos 22 anos, onde
nasceram meus irmãos, onde namorei pela primeira vez e onde
curti minha juventude com minha atual e única mulher.
Sem me conter, deixei a solenidade e procurei o morador. Era o
filho de quem comprou de meu pai. Entrei, chorei, porque voltei
60 anos no passado. Intacta, mudando somente o cheiro de minha
família e o aconchego dos amigos da época. Apesar dos carros
importados do meu pai, não existe garagem, pois não havia ladrão
e, se houvesse, não sabia dirigir. Ainda hoje, sonho com as
cadeiras que dormiam na calçada e o portão que ficava aberto o
dia e a noite. Voltando ao Quartel, visitei a capela, onde, aos
domingos, minha mãe me levava à missa celebrada pelo Padre
Archimedes Bruno, homem santo e sério. Por sua cultura adiantada
era considerado comunista.
Olhando a praça em frente, lembrei da luta para jogar uma bola
de meia ou de papo de galinha, pois os policiais, na falta do
que fazer, furavam as bolas com o sabre do fuzil sob o argumento
de estávamos estragando o campo. A alternativa era jogar
triângulo, cabeçulinha, tampinha ou pular macaca. Olhando
novamente para a bendita casa, Rua Floriano Peixoto 1550, fiquei
a imaginar como meus pais conseguiam reunir tantos alunos da EPF
para casar minha irmã. Muita tertúlia, ao som de uma radiola
Hifi, e a vergonha de se declarar apaixonado. Em seu quintal,
foi onde me ensinou a matar uma galinha: puxava o pescoço,
retirava os pêlos, sangrava, e, enquanto o sangue escorria tinha
que ficar batendo na panela para não coalhar.
Como vêem meus amigos, saudade não se mata, se revive.
|
|
Paulo Cesar
Castelo Branco |
|
"Publicada no
Jornal "O Povo" - Seção Jornal do Leitor
. |
|
|
|
Voltar |
|
|
|