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Caríssimos amigos,
Quando de minha infância e juventude, as residências
possuiam vários tamboretes (bancos), de madeira de lei,
como predecessores dos atuais cavaletes de alumínio e
escadas domésticas para diversas finalidades.
Quando do falecimento de minha santa mãe e por residir
em outros lugares, há mais de trinta anos, fiz questão
de minha herança: o tamborete! Foi subindo nele, que
minha mãe caiu, ao procurar mantimentos na despensa, e
quando começou a definhar.
Há dez dias, por ser maníaco das coisas certas, resolví
mudar uma lâmpada da escada de incêndio do meu
Apto.Apesar se possuir dois cavaletes de alumínio,
escolhi o antigo tamborete.Não deu outra.Meus 100 Kilos
foram ao chão, perna furada, costas doloridas e uma
semana frequentando hospital.De imediato, minha mulher
quis jogar o tamborete no lixo.Implorei que não, pois o
acidente teria sido aviso de minha santa mãe:" Coronel
não pode fazer o dever de soldado!"
Hoje, estou aqui, com as costas cor de fumo, com a perna
pendurada servindo de prumo e o "bilau" sem rumo.
Paulo Cesar Romero Castelo Branco, Cel, eletricista
desastrado. |